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quarta-feira, 4 de maio de 2011

SABOR DA PAIXÃO

Fulge a face e propaga brandura
Envolvente, meus olhos conquistas
Cumprimento o Maior dos Artistas
Por moldar sem igual formosura

Quando passas, de enlevo me infestas
A paixão se revela... Tão clara!
Coração nada quedo dispara
Exalando emoções, musa, honestas

Quanto mel no teu lábio é provado
Quanto brilho a verter do veludo
No teu corpo navego empolgado

Por sabores estou possuído
Meus desejos ardentes desnudo
Nesse arroubo repouso, cingido

RECORDAÇÕES

Recolhido em saudade infinita
Rememoro ferventes momentos
Ledas marcas motivam lamentos
De minh'alma deveras aflita

Neste meu coração de poeta
É notória a tristeza dos cantos
Por amargos fustigam-me os mantos
Onde a dor dessa perda é completa

Dos encontros intensos, felizes
Resta história e cruéis cicatrizes
Forte angústia, incessante soluço

Como alento, o sorriso das flores
Incitando a sorver seus olores
Para ver tal jardim me debruço

INSENSATEZ

És alvo do desejo incandescente
Difuso nos suspiros desinquietos
Tentei, não consegui manter secretos
Impulsos que confesso alegremente

Controle não mais tenho sobre os atos
No peito, a insanidade é dominante
Oh, diva, meu delírio... Apaixonante!
Rompi com meu pensares mais sensatos

Num toque, a sedução sutil me enlaça
Meu frágil coração logo traspassa
Se não estás aqui, chorando vivo

O cheiro do prazer em ti me atiça
O prumo jaz no seio da cobiça
Paixão, dessa fragrância estou cativo

TRISTONHO ROSEIRAL

Nesse féretro soturno faz seu leito
Devaneio d'esperança outrora pleno
Transmutado, vejo lívido, pequeno
Meu cenário portentoso foi desfeito

N'algidez de dita câmara o tormento
Grassa em feixes que têm fel como recheio
De aflição, melancolia encarno um veio
Pois contemplo o definhar do encantamento

Do jardim eras a flor iluminada
Foi-se o brilho, doravante tem morada
O negror nesse tristonho roseiral

Débeis passos, face amarga, esmorecida
Dura imagem que conforma a despedida
Vão desvelo... Morre um sonho especial

APAIXONADOS

Nas feições venturosas, serenas
Um velado sentir vem à tona
Coração confessando que és dona
Dos pensares... Quiméricas cenas!

Igualmente, n'olhar descortinas
Que me amar é notável fortuna
Que não há no teu peito lacuna
De querer e furor somos minas

Ao sabor da blandícia que incita
A ridente loucura nos fita
Convidando ao gostoso passeio

Tua seiva embriaga, arrebata
Nosso beijo do ardor tem a nata
Garantida viagem no enleio

FLOR MULHER

És viva prova, mélea flor, do apuro
Com que o Divino suas obras cria
Destas palavras verte um'alegria
Versos galantes pra ofertar procuro

Em cada pétala o candor se alia
À pertinácia se o caminho é duro
Que brilhe o Sol ou seja o céu escuro
És fortaleza e fibra todo dia

A reverência deve ser constante
Inafastável é render um preito
Perverto o justo se assim não fizer

Quero dizer do quanto és importante
Em parcas linhas, mas sinceras, deito
Minha homenagem para ti, mulher

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Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

DEUS É TEU GUIA

O SENHOR será teu guia
Pois tu és por ELE amado
Os teus passos alumia
É contínuo tal cuidado

Onde houver, assim, secura
ELE vem com acalento
Proporciona a ti fartura
D'alma afasta, irmão, tormento

Pela Mão Sagrada, justa
Estrutura mui robusta
Ganharás, tendo ossos fortes

Qual jardim regado, indene
Ou manancial perene
Tu serás... Na Luz aportes!

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Baseado em Isaías 58:11

DELÍRIO SUPREMO

Dos poros emana o deleite
A névoa do gozo se adensa
Embebe minh'alma um azeite
Inspira inda mais a querença

Os tons duma mágica noite
Profusos n'alegre lembrança
Dominam-me... Quão ledo açoite!
Viajo no fio dessa lança

Entrega total, indomada
Sem par, sem pudor, sem juízo
Deságua em delírio supremo

Efeitos de intensa jornada
Olhar refulgente, sorriso
Declaram meu júbilo extremo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MEIGA FLOR

Esse encanto sem par me extasia
E conduz aos portais do pecado
Plenamente envolvido, abismado
Sou refém duma rara euforia

Provocante, tu és a culpada
Das torrentes de amor, desvario
Tua ausência produz um vazio
Meiga flor, em meu ser tatuada

Aspirando o frescor desse aroma
Enclausuro-me em doce redoma
Onde encontro um prazer colossal

Quando imerso nas cores da bruma
Que meus passos domina e perfuma
Provo, enfim, d'alegria integral

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SOZINHO

A noite é só tristeza, gelidez
D'olhos cerrados penso em meu jardim
Na rosa outrora leda há lividez
Esvai-se das quimeras o carmim


Imane, a solidão fustiga, atroz
Saudade, sorrateira, ao peito vem
Choroso, posso ouvir a tua voz
Sussurro aveludado, amor, meu bem


Conquanto aquele adeus me seja amargo
Alenta-me o "talvez" no riso largo
Impresso em teu olhar quando partiste


As gotas verdadeiras deste pranto
Exalam esperança e, por enquanto
A chama dum sentir nobre resiste

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

TUA AUSÊNCIA

Pensando em teus beijos meus versos componho
As letras exalam do amor a fragrância
Perante a saudade que gera a distância
A voz de minh'alma traduzo tristonho

Da verve prolífica é fonte essa ausência
Envolto n'angústia divago sozinho
Que falta tu fazes aqui neste ninho
N'outrora recanto de riso há dolência

Da senda das trevas me torno um passante
Olhar no horizonte deveras perdido
Degusto, sem norte, esse fel torturante

Cultivo o desejo dum breve regresso
Devolvas, paixão, meu jardim colorido
Habitas em mim, sempre e sempre, confesso

INDOMÁVEL PAIXÃO

O coração teu belo rastro, anjo, conserva
Essa lembrança tão gostosa me inebria
Fazer amor rompendo rédeas, sem reserva
É meu desejo recorrente, há nostalgia

Olhares sôfregos, nas mãos inquietude
Blandiciosa a me tomar completamente
Entre sussurros e arrepios plenitude
Paixão indômita exalada... Como é quente!

Na pele, eflúvio de delírio, olores nobres
Satisfação no riso largo é estampada
Envergo o manto do prazer com que me cobres
Verto langor nos braços teus, oh, minha amada!

Preso em teu laço, vejo a vida ter mais cor
Dia após dia, sorvo em sonho esse sabor

FEITIÇO

Amor, provocas calafrio
Se me embriago do teu sumo
Se de teus beijos me perfumo
Se no teu corpo me sacio

Amor, injetas alegrias
Quando me exploras sobre a cama
Quando alimentas essa chama
Quando meu ego acaricias

És tão fatal, és tão leveza
Quanto primor, quanta beleza
Fulges ferina, angelical

Inteiramente enfeitiçado
Por ti fiquei enamorado
Raro sentir, descomunal...

MARCA DO PRAZER

Nos lábios vorazes
A cor do desejo
Dissipa-se o pejo
Carícias audazes

Qual ser uno, rijo
Dois corpos ferozes
Uníssonas vozes
Fatal regozijo

Nos quentes abraços
Já lânguidos, lassos
Exalam dulçor

Delírios confessos
Em risos impressos
Na face do amor

DOCE ROMANCE

O sorriso no meu rosto era disfarce
Amargura foi profusa em minha essência
Sufocava o coração forte dolência
Nos teus beijos imergi... Vi-me em catarse

Não mais vejo infausta dor, nem de relance
Não mais tenho dos fantasmas a solércia
Fui desperto d'agonia, triste inércia
Pra viver intensamente esse romance

Sorvo as luzes dum sublime amor, virente
Alimentam minha vida ora ridente
Os carinhos com que tu me presenteias

Escrevemos doravante um lindo conto
Oh, senhora, com certeza me desmonto
Ao falar do meu prazer nas doces teias

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MÁGICO LICOR

Os lábios sequiosos, meu amor
Procuram a delícia inebriante
Oh, fada, em ti encerras o licor
Que rega essa quimera a todo instante

Estás no meu presente, no porvir
Nos quadros mais alegres que ora pinto
És personagem sempre a colorir
Loucuras produzidas pelo instinto

Pulsátil sentimento neste olhar
Confessa haver cobiça em minha mente
Exalo regozijo ao mergulhar
No mar dessa paixão efervecente

Quão lauta se apresenta tal magia
Estar contigo embala e me alivia

SALMO 130

Das profundezas clamo a ti, Senhor
Rogo que escutes esta voz, Pai Santo!
Peço atenção de teus ouvidos tanto
Em fortes brados faço o meu clamor


Estás, Eterno, às infrações atento
Porém, perdão tu podes conceder
Sempre és temido pelo teu poder
Minh'alma aguarda, aflita, livramento


Tal como espera pra chegar o dia
O sentinela, o guardião, vigia
Anseio a Luz, Divina redenção


Não desampara Deus o povo seu
Essa bondade nunca feneceu
Pode tardar, mas chega a remissão



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Adaptação do salmo bíblico

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PARABÉNS, RONDÔNIA!!!

Oitenta e dois marcou instalação
Janeiro foi o mês e quatro o dia
Estrela mui formosa, luzidia
Raiou nesta feliz Federação

Rondônia, berço meu, nobre rincão
Orgulhas o teu filho em demasia
Profusa é no meu ser esta alegria
Fazendo a merecida exaltação

Nasceste Guaporé, o território
Num preito ao Marechal Rondon tiveste
O nome original modificado

Qualquer aplauso a ti é meritório
O brilho em tua face é inconteste
Celebra aniversário o belo estado


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Observações:

- Em 13/09/1943 foi criado, a partir do desmembramento de áreas dos Estados do Amazonas e de Mato Grosso, o Território Federal do Guaporé;
- Em 17/02/1956 houve alteração do nome, passando para Território Federal de Rondônia, em homenagem ao Marechal Rondon;
- Em 22/12/1981 foi criado o Estado de Rondônia, cuja instalação se deu em 04/01/1982.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O BRILHO DAS ESTRELAS

Frágeis nuvens em missão demais ingrata
Lançam manto sobre estrelas imponentes
A firmeza desses astros reluzentes
Fere a sanha recebida... Fulge a prata

Rechaçados sem demora tais rompantes
Uma saga breve e tênue se completa
Lacerados pela linda e forte seta
Vis escudos se dissipam em instantes

Por queimados pelo brilho inexorável
A medida mais sensata, inevitável:
Guarda baixa e seu fatal recolhimento

Claridade vem à tona, imprescindível
Emoção a tomar conta, indefinível
Dos recantos dum ditoso firmamento

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Soneto dedicado a um grande parceiro das letras, AARÃO FILHO.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É NATAL

O coração qual manjedoura se afigura
É fausto leito do singelo nascimento
Palco da cena difusora de candura
Quanta alegria proporciona lindo evento!

Dentro do peito fulge, intensa, um'almenara
Raia Jesus, o Filho amado, Sacrossanto
Nobre alimento, sua força tudo sara
Encerra paz... Oh, maravilha de acalanto!

Ele irradia plena luz que refrigera
Zeloso guia, sentinela sempre pronto
Não há com Cristo desamparo, vã espera
Bravo parceiro na batalha, no confronto

Em nosso espírito, sorriso singular
É Deus Menino sua Graça a espalhar