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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A MENINA, AS CABRAS E O PADRE

Numa cidade pequena
Pacata, muito acanhada
O padre está descansando
Era tarde ensolarada
Vê passando, de repente
Bem ali na sua frente
Uma garota bem nova
Suada, humilde menina
Descalça, magra, franzina
Essa cena ele reprova

Sete cabras mais ou menos
A mocinha conduzia
Fazia esforço tremendo
Pra manter juntas na via
O padre, penalizado
E deveras revoltado
Pergunta: "seu nome é qual?"
"Seu padre, eu me chamo Rosa"
Ele, então, estica a prosa
"Que faz com tanto animal?"

"Vou no sítio do seu João
Levar pra cruzar c'o bode"
O padre não se conforma:
"Seu pai, irmão, ninguém pode
Fazer isso, princesinha?"
Ao que diz a menininha:
"Já tentaram outro dia
Tanto meu pai como irmão
Mas o bode é solução
Só assim elas dão cria..."

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Adaptação de piada

O CONSELHO DO CHEFE

Ao chegar no trabalho, o empregado
Manifesta preguiça... Que moleza!
O seu chefe, ao lhe ver desanimado
Solução logo aponta com presteza

"Quando estou desse jeito, gente boa
Vou pra casa e, depois dum banho quente
Faço amor pra valer com a patroa
Relaxado, retorno pro batente"

Ao ouvir essa dica, o cara esperto
Sai dali pra seguir dito conselho
Duas horas mais tarde vem risonho

Chega o chefe e pergunta se deu certo
O sujeito não fica nem vermelho
Ao dizer: "sua esposa é dez, um sonho..."

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Adaptação de piada

JOÃOZINHO E O AMANTE

Brincando de esconde-esconde
O Joãozinho foi demais
Procura pra se esconder
Os mais diversos locais
Entra, pois, no guarda-roupa
Lá no quarto de seus pais

Ninguém lhe achava mais
Acabou adormecendo
Acordou com a surpresa
Outro ali foi se metendo
Era o amante de sua mãe
De medo do pai morrendo

O moleque vai dizendo:
"Aqui está muito escuro"
O homem responde: "sim,
Fala baixo, passo apuro!"
"Então compre minha bola
Que me calo, asseguro"

Com medo do dedo-duro
O cara pergunta o preço
"São apenas cem reais
A bola que lhe ofereço"
"Ei, garoto, é muito caro"
"Pague, porque eu mereço"

Isso foi só o começo
Depois de vender a bola
Passados alguns minutos
Outra grana ele descola
"Tá escuro por aqui"
O outro diz: "não amola!"

"Se eu gritar, meu pai lhe esfola"
"Diga-me o que quer, seu chato!"
"Compre aqui essa camisa
Que usei no campeonato
São só duzentos reais"
"Guri folgado, eu lhe mato"

Pagando o preço e o pato
O cara sai irritado
Trezentos mangos gastou
Ficando contrariado
Joãozinho ficou feliz
Com o dinheiro apurado

Seu pai, o corno citado
O filho amado convida:
"Joãozinho, vamos jogar
Lá no parque uma partida
Esta tarde está fresquinha
Var ser muito divertida"

"Mas a bola está vendida
A camisa também, pai
Consegui trezentas pratas
Brigar comigo não vai"
"Isso é roubo, vá na igreja
Em pecado você cai"

Para se confessar sai
O espertalhão guri
Fala no confessionário:
"Tá escuro por aqui..."
O padre logo se espanta
Dizendo: "não adianta
Pare com a presepada
Oh, criatura perversa
Nem me venha com conversa
Que hoje não compro nada..."

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Adaptação de piada

OS PARENTES

Durante a viagem aquele casal
No carro discute... Que briga tremenda!
Após algum tempo, avistando a fazenda
O cara provoca a esposa, infernal

Ao ver mulas, vacas, cavalos pastando
Cutuca a mulher e pergunta o esposo
Num tom de deboche, deveras chistoso:
"Serão seus parentes que estou contemplando?"

Ouvindo o gracejo a mulher pensa um pouco
Buscando a resposta pra dar para o louco
Concebe as palavras que julga adequadas

Retruca, bem calma: "de fato, querido
Você tem razão no que foi inquirido
Ali posso ver sogra, sogro e cunhadas"

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Adaptação de piada

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O BARBEIRO DESCONFIADO

Ao barbeiro pergunta o cliente:
"Tu me atendes agora? É urgente"
Ele diz: "duas horas demora"
Ao ouvir a resposta o sujeito
Demonstrando ficar satisfeito
Vira as costas, dali vai embora

Noutro dia, voltando ao salão
Perguntou esse tal cidadão:
"Quanto tempo eu espero o serviço?"
O barbeiro diz: "não me aperreia
Só daqui a duas horas e meia"
"Ah, não posso, por ter compromisso..."

Todo dia essa história é igual
O cliente chegando ao local
A pergunta repete e se manda
O barbeiro, intrigado c'a cena
O ajudante fiel logo ordena:
"Siga o cara pra ver onde anda"


Gargalhando, retorna o empregado
Curioso, o barbeiro: "prezado,
Onde foi o babaca, oh, irmão?"
"Eu segui o maluco de perto
O roteiro já está descoberto
Sua casa é o destino, patrão..."

OS AMIGOS E O LEÃO

Dois caras procuravam aventura
Bolaram um programa bem bacana
Por meses foi juntada alguma grana
A meta: descansar da lida dura

Querendo conhecer terra africana
A dupla desembarca e... Que loucura!
Em certa ocasião prova d'agrura
Persegue-lhe um leão desde a savana

Um deles, muito calmo, abre a mochila
Surpreso, o outro diz: "Que presepada!"
Ao ver um par de tênis de corrida

"Não corre mais que o bicho... Não vacila!"
E aquele, retrucando: "camarada,
Correr mais que você me salva a vida..."

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Adaptação de piada

ESSE GOSTAVA DA SOGRA

Pra saber da sogra enferma
O cara vai no hospital
Na volta, chega a esposa:
"E aí? Mamãe tá mal?"
E ele: "pelo contrário"
Já vai ter alta, afinal"


"Com saúde colossal
Terá vivência estendida
Depois vem morar aqui
Pelo restante da vida
Está muito firme, forte
Eu asseguro, querida"


Uma alegria incontida
Aquela mulher inunda
Contudo, ela muito estranha
Uma dúvida a circunda:
"Ontem mesmo estive lá
E vi mamãe moribunda"


Demonstrando dor profunda
O sujeito diz assim:
"Ontem, de fato, não sei
Se ela estava ruim
Mas hoje disse o doutor:
'Meu estimado senhor
Esteja bem preparado
Eu tenho que lhe dizer
O pior vai ocorrer
Sinto muito, meu prezado' "

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Adaptação de piada

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CACHAÇADA DE ANO NOVO

O bebum chega no bar
Abraçando o atendente
O seu bafo é de lascar
É puríssima aguardente

"Feliz Ano Novo, cara"
Ele fala ao balconista
Em resposta, o outro: "para!
Isso aí ainda dista"

"Ficou louco, cachaceiro?
Estamos em fevereiro
Bem longe, então, da virada..."

"Que vacilo sem tamanho!
Da mulher hoje eu apanho
Já deve estar preocupada"

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Adaptação de piada

sábado, 18 de dezembro de 2010

O PADRE E O BÊBADO

No coletivo, o padre senta bem ao lado
Do camarada muito bêbado e "pra frente"
O sacerdote é perguntado, de repente:
"O senhor sabe o que é artrite, meu prezado?"

Querendo dar uma lição no cachaceiro
O padre fala: "isso é doença provocada
Pelo alcoolismo e pela vida desregrada
Aflige quem fica no bar o dia inteiro"

Logo depois, grande remorso acaba tendo
Achando duro seu discurso, o reverendo
Indaga o cara: "Há quanto tempo tem o mal?"

Eis a resposta do pinguço, um tanto séria:
"Não sofro disso, apenas li uma matéria
Esse problema o bispo tem, diz o jornal"

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Adaptação de piada

terça-feira, 16 de novembro de 2010

MORREU DE ESTILINGADA...

A viuvinha, triste, choraminga
Sobre o caixão do amado, falecido:
"Qual passarinho foi-se o meu marido"
Eis que lhe ouve um bebedor de pinga

Logo em seguida, chega no recinto
Outro sujeito cheio da manguaça
Pergunta ao seu confrade de cachaça:
"Como morreu esse senhor distinto?"

O pé-de-cana que adentrou primeiro
Do qu'escutou já se lembrou de pronto
Foi prestativo c'o seu camarada:

"Eu vou dizer para você, parceiro
E não duvide do que agora conto
Segundo a dama, foi de estilingada"

CANÇÃO DO ETÍLICO

Nem que desça a saideira
Eu arredo deste bar
Com a conta não me venham
Pois aqui eu vou ficar

As caninhas, vou bebê-las
Aprecio seus sabores
Ponham cá uma bebida
Seja rum, vinhos, licores

S'eu deixar fiado, anotem
Dia desses vou pagar
Nem que desça a saideira
Eu arredo deste bar

Tira-gosto, meus senhores
Por favor, vão preparar
S'eu deixar fiado, anotem
Dia desses vou pagar
Nem que desça a saideira
Eu arredo deste bar

Não me peçam que eu corra
Estes copos vou secar
Eu falei para os senhores
Meu negócio é entornar
Mesmo com a saideira
Não arredo deste bar


* Paródia do poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias.

SONETO DA INFIDELIDADE

Tu trazes um pavor, muito tormento
Vesga, cheia de pelo, o meu espanto
Te ver me tira a fome enquanto janto
E quando estás na sala eu nem me sento

Não queiras lá na praça um cumprimento
Até que sou bonzinho, mas não santo
Pra rua, só te levo sob um manto
Porque se te mostrar... Constrangimento

Não há neste mundão alguém que ature
E nisso aí me enquadro, inclusive
Pior é me deitar na mesma cama

Não gastes teu 'dindin' com detetive
Pois eu vou te falar: tenh'outra dama
Feiura terminal não há quem cure