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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DELÍRIOS

Trafego pelas sendas tão sombrias
Suplico algum alento em noites frias
Qual ave desgarrada ao vento errante
Imerso em sal, tristonho, sou lamento
Povoas, mesmo longe, o pensamento
Açoita-me a saudade, lacerante
Quão acres se revelam meus caminhos
Perdido nas agruras dos espinhos
Degusto nas quimeras teus carinhos
Vivaz ficaste em mim, mui flamejante...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

RESQUÍCIOS

A brisa negra fere qual adaga
Noites de insônia em que a saudade afaga
Deixando ao léu meus beijos e abraços

Sem conseguir te libertar do peito
Em sonhos vãos, teimoso me deleito
Viajo até imaginar teus traços

Sem chão, divago nas recordações
Aos teus resquícios ora estou entregue
Raras delícias, doces sensações
Minh'alma tola essa ilusão persegue